Ser mãe é aprender a conviver com a saudade!


Hoje, como de costume, acordei bem cedo e fui chamar o meu filho para que ele fosse para a escola. Coloquei seu uniforme, preparei o café da manhã e enquanto ele comia eu organizava a sua bolsa, com os lanches e água. Quando cheguei na escola, pela primeira vez ele me deu um “tchau mãe” e foi correndo encontrar os amigos para brincar. Nem olhou para trás! Naquele momento o meu coração, que esperava que ele voltasse, ou que ficasse me olhando de longe, para ter a certeza de que eu ainda estava ali, ficou sem entender. Percebi que o meu bebê está crescendo, e não chora mais porque tem que ir para a escola e vai ter que ficar longe da mamãe. Ao chegar no carro, enquanto colocava o cinto de segurança, me passou um filme na cabeça, de todos os momentos vividos até hoje com a maternidade.
A gente sofre para se acostumar com os primeiros dias, aquela rotina diferente e cansativa, de se acordar várias vezes durante a noite, mas quando isso passa sentimos saudade. Nossos pequenos então começam a falar, a comer, e a ter preferências, e vão ficando cada vez menos dependentes de nós. Passamos o tempo todo aguardando esses momentos de independência, mas quando eles chegam o que sentimos é saudade, porque percebemos que a partir dali não somos mais o seu único mundo, e isso dói. Mas, precisamos compreender que não vamos tê-los para sempre “debaixo das nossas asas”, que chegará o dia em que olharemos para as suas camas e eles não estarão mais dormindo nelas, e também não estarão mais bagunçando a sala. Nossos filhos são criados para o mundo, e um dia eles vão viajar sem a gente, casar, morar em outra casa, ou outra cidade, e o que vai ficar são as memórias dos momentos em que os seus olhinhos só enchergavam a gente, das primeiras cartinhas e desenhos engraçados, retratando a família e o amor que eles tem por nós.
Ser mãe é aprender a conviver com a saudade, mas que essa saudade seja cheia de lembranças felizes, porque é ai que se fortalece o amor entre mãe e filho, que ultrapassa os limites do tempo, independente de onde eles estiverem.

Autor: Liane Peixoto

Brasileira, Nordestina e mãe. Vivendo em Sydney - Austrália desde 2016! Me sigam no instagram: @lianepeixoto

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