Não vai ser fácil, coloque isso na sua cabeça!

Existe uma impressão muito errada, de que “Quem mora fora está rico”, ou que “Vive uma vida de turista”. Imigrar, tentar imigrar, fazer intercâmbio… seja lá em qual dessas fazes você está, mas nenhuma delas é fácil, e nem um mar de rosas. São desafios diários que você precisa vencer!

É a barreira da língua, a saudade da família, é de despir dos seus preconceitos e se tornar alguém mais humilde. É recomeçar do zero, é ter medo, é dar o seu máximo e chorar, chorar muito. Chorar não é sinônimo de fraqueza, é a válvula de escape que o seu pscicólogico vai precisar para não surtar, então chore, quantas vezes for preciso. Não tenha vergonha de pedir ajuda, seja para um trabalho ou apenas para desabafar.

Viver fora é desafiador, e se você se permitir se transformar de verdade, vai ser a melhor coisa que já poderia ter acontecido na sua vida! Ah, e NÃO, você não vai ficar rico de dinheiro, mas sim de paz de espírito… ah essa paz, isso nada paga!

Eu era uma pessoa super medrosa, e jamais me aventuraria a tentar viver em outro país, hoje vejo que apesar de TUDO o que já passamos, já valeu a pena!

O que eu diria para a Liane de 4 anos atrás, antes de embarcar nessa viajem? “Só vai!” 😂🇦🇺.

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Ser mãe é aprender a conviver com a saudade!


Hoje, como de costume, acordei bem cedo e fui chamar o meu filho para que ele fosse para a escola. Coloquei seu uniforme, preparei o café da manhã e enquanto ele comia eu organizava a sua bolsa, com os lanches e água. Quando cheguei na escola, pela primeira vez ele me deu um “tchau mãe” e foi correndo encontrar os amigos para brincar. Nem olhou para trás! Naquele momento o meu coração, que esperava que ele voltasse, ou que ficasse me olhando de longe, para ter a certeza de que eu ainda estava ali, ficou sem entender. Percebi que o meu bebê está crescendo, e não chora mais porque tem que ir para a escola e vai ter que ficar longe da mamãe. Ao chegar no carro, enquanto colocava o cinto de segurança, me passou um filme na cabeça, de todos os momentos vividos até hoje com a maternidade.
A gente sofre para se acostumar com os primeiros dias, aquela rotina diferente e cansativa, de se acordar várias vezes durante a noite, mas quando isso passa sentimos saudade. Nossos pequenos então começam a falar, a comer, e a ter preferências, e vão ficando cada vez menos dependentes de nós. Passamos o tempo todo aguardando esses momentos de independência, mas quando eles chegam o que sentimos é saudade, porque percebemos que a partir dali não somos mais o seu único mundo, e isso dói. Mas, precisamos compreender que não vamos tê-los para sempre “debaixo das nossas asas”, que chegará o dia em que olharemos para as suas camas e eles não estarão mais dormindo nelas, e também não estarão mais bagunçando a sala. Nossos filhos são criados para o mundo, e um dia eles vão viajar sem a gente, casar, morar em outra casa, ou outra cidade, e o que vai ficar são as memórias dos momentos em que os seus olhinhos só enchergavam a gente, das primeiras cartinhas e desenhos engraçados, retratando a família e o amor que eles tem por nós.
Ser mãe é aprender a conviver com a saudade, mas que essa saudade seja cheia de lembranças felizes, porque é ai que se fortalece o amor entre mãe e filho, que ultrapassa os limites do tempo, independente de onde eles estiverem.

Morar fora é como sofrer uma metamorfose!

Depois de morar fora você nunca mais será a mesma pessoa. É muito comum você ter aquele choque de realidade quando se inicia uma vida fora do seu país. Daí vem as famosas crises existenciais:
O que eu tô fazendo com a minha vida?
Eu não preciso passar por isso!
Quero a minha vida de volta!

Deixa eu te contar, você precisa passar por isso, SIM! Toda transformação exige um sacrifício. Mas depois de um tempo, vivendo em um mundo onde você é o que você faz e representa, e não o que você tem, nada mais será como antes.
Então chega a hora de voltar, seja para uma visita ou definitivamenfe… É bom que você saiba: Você vai perceber, logo nos primeiros dias, que aquela “vida” que você tinha quando saiu não é mais a vida que você quer ter daqui para a frente. Seja pela sua carreira profissional, seja pela importância que você dava para coisas supérfulas, ou seja pela forma como você se relacionava com a sua família e amigos… com certeza você se tornou alguém diferente.

Fazer intercâmbio é literalmente sofrer uma metamorfose. É uma experiência que te faz se despir de todos os preconceitos que você carregava, que faz você resignificar o sentido da sua vida.

Com amor, Liane Peixoto.

Despedidas e Saudade!

Vamos falar de despedidas e saudade… Quando alguém pensa em vir fazer um intercâmbio, ou imigrar para a Austrália, um sentimento muito presente é o da saudade, mas o que doe mesmo são as despedidas, ou a falta de oportunidade de se despedir.

Aquele abraço de até logo no aeroporto é muito doloroso, porque você sabe que esse até logo pode demorar meses ou até anos, muitos anos… e isso machuca muito. Dói muito também dar tchau para os amigos que fazemos aqui, e que se tornam nossos irmãos. Eles tem que partir, ou porque o visto deles venceu, por razões pessoais ou financeiras, precisam voltar para casa, ou mudar de cidade… de país… como dói!

Outra situação que não estamos preparados é para perder pessoas que amamos enquanto estamos aqui. Por estarmos literalmente do outro lado do mundo, às vezes fica impossível de ir dar o último adeus. Um dos fatores é a distância, em média a viajem entre Brasil e Austrália dura 2 dias, mas isso pode demorar mais, dependendo do trajeto que você escolheu. Outro fator é o valor da passagem, que é muito cara (tanto para ir, quanto para voltar), e dependendo da sua situação aqui você não vai conseguir pagar. A situação do seu visto também pode ser um impecílio para essa viajem, por exemplo se você estiver no brinding visa, você não pode sair do país.

Aconteceu comigo, mas conheço pessoas próximas que também receberam a triste notícia de que pessoas amadas faleceram como o pai, a irmã, a avó, a prima, o tio, e elas não conseguiram ir para o Brasil para se despedirem. Receberam o apoio aqui dos amigos, que se tornaram sua família deste lado do mundo.

É meus amigos, embarcar nessa aventura que é a Austrália é, sem dúvidas, algo ímpar e maravilhoso, porém temos que estar preparados, ou não, para conviver com todas as consequências que a distância desse paraíso pode nos causar, inclusive a saudade.

Com carinho, Liane Peixoto.