As minhas 5 fases do Covid19

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Algumas pessoas dizem que todos vão se contaminar que é só uma quentão de tempo… Outras, acham que são imune ao virus e não vão se contaminar, já outras ainda, desenvolveram um medo/respeito gigante perante ao virus e já nem conseguem mais ter sua rotina como costuma ser…

O fato é que se tem muito aprender sobre esse virus, o que acontece para uma pessoa não é para todas, e randomicamente atletas, as vezes, acabam tendo que ir para o hospital, enquanto aquele teu amigo sedentário e que se alimenta mal teve apenas uma dorzinha de cabeça como sintoma de caso positivo. Para ser sincera, eu achei que não fossemos pegar o virus tão cedo, não sei porque, mas achava que não… Mas também não fiquei surpresa quando descobrimos que estávamos positivo, mas foi a;I que as coisas pioraram…

Os primeiros 2 dias eu chamo de Primeira fase; se não tivéssemos filhos, não teríamos levantado da cama nem para comer, o corpo todo dói muito, me sentia extremamente cansada, o que não é normal para mim, eu nunca to cansada a ponto de não conseguir levantar da cama. Calafrios, enjoo, ansia de vomito, diarréia e febre também acontecem… Eu não conseguia ficar de pé por mais de 5 min. Me sentia tão fraca que dava vontade de chorar, comi muito pouco e forcava tomar água.
A segunda fase eu chamo de “o pior já passou”, mas daí vem o nariz trancado e a garganta arranhando, que progride a uma tosse chata que não te larga pelos próximos 2-3 dias. Vem dor de cabeça e uma sensação de tontura. Eu pensava que agora ja estava melhorando e logo tudo ia passar.


A terceira fase foi a perda do olfato e do paladar, agora que vc tava feliz que a canseira, a dor no corpo tinham passado, agora comer não tem mais prazer nenhum…. Vc que já não pode sair de casa por estar em isolamento, agora tbm não tem o simples prazer de comer qualquer coisa…. E o pior é não ter apetite nenhum mesmo sabendo que tem que comer para ficar melhor,… daí vc força comer o que é necessário e te da ansia de vomito ou diarreia…. Affff! Nessa fase estamos no quarto dia, acordei sem sentir cheiro e o gosto, embora eu não tivesse mais o nariz trancado e nem a tosse, perder o olfato e o paladar parece não fazer muita diferença no meio dessa zoeira toda da doença, mas acredite, faz muita diferença, é um dos simples e melhores prazeres da vida para mim, não sentir o gostinho da minha comida, dos meus pães, não saborear absolutamente nada do que você come é bem frustrante…. E ainda, não sentir o cheiro do cafe gostoso ou o cheirinho dos seus filhos que a recém saíram do banho, foi a gota d’água para mim… Nem enfiando meu nariz no saco de café e na água sanitária eu não sentia o cheiro (mas devia dar uma assustada no virus quando eu cheirava a Qboa, hahahah).

Cheguei na quarta fase: é a mental, quando vc pensa que no próximo dia estará melhor outra sintoma aparece, nessa fase vc já perde a esperança e aprende que tudo é desamparo, acha que nada mais de bom está por vir e só pode piorar. A pergunta que não saia da minha cabeça é “por que eu?” Quantas pessoas passaram pela doença sem perder olfato/paladar, sem ter sintomas graves, sem ter tudo isso que estou tendo (tem uma frase do Ross do seriado Friends que ele dizia assim: “Why God, why bad things always happen to good people“), mas esse pensamento já te adianto que náo ajuda em nada, so retarda o processo… Nesse dia ainda me sentia tipo bebada; meio zonza, meio fraca, sem querer ficar muito tempo de pé…. O que me ajudou foi falar com a minha mãe, ou alguém que já passou por essa experiencia e pode te falar o que esperar dali para frente… Minha mãe sempre tem palavras de afago e carinho que me incentivam e me deixam melhor, falei com amigas minhas do Brasil que tinham passado pela doença e me deram prazos mais concretos do que esperar, isso ajuda no plano mental, acredite!

A quinta (6 dia) e ultima fase: é a superação, quando tu sai finalmente da posição de questionamento de vítima e vai para a aceitação. Nesse dia consegui fazer 20min de yoga e achei um super avanço (quem me conhece sabe que eu costumo fazer 1,5 horas de yoga avançada e sair correndo para jogar vôlei de praia e tá tudo bem ). Essa fase costuma ser a mais difícil, pois a duração dela será determinada pela tua mente.
Como em qualquer outra gripe que já tive, eu espero sempre ter um pequeno progresso no dia seguinte, a gente sabe que no inicio vai ficar bem mal, mas depois melhora até ficar bem, no estado normal/saudável novamente. Pela primeira vez na minha vida, fiquei mais de uma semana sem comer doce nenhum porque não tenho vontade, não vejo melhora diária, e os sintomas vão e vem. Nós dois primeiros dias sentia muita dor na lombar (li que acontece devido a inflamação causada pelo virus) mas que passou no terceiro dia, ontem no 6 dia, voltou com tudo essa dor. Liguei para minha GP e ela recomendou anti-inflamatório para não ter mais a dor. No Brasil, me falaram que as pessoas tomam um arsenal de medicamentos, mas aqui a gente toma somente o necessário, caso precise. Percebi tbm que nessa fase eu tava muito irritada, sem paciência e tudo, simples coisas, me irritam profundamente… Parece que meu sistema nervoso sofreu alguma alteração, difícil explicar. Mas consigo perceber que não estou no meu eu normal.

Tudo nessa vida tem um lado positivo, inclusive a doença. Eu agradeço por não ter tido nenhum problema respiratório (apesar de vez em quando eu ter que respirar mais profundo, parecia que meus pulmões tinham que se esforçar mais, mas talvez tenha sido só impressão), não ter que ir para hospital, nem usar oxigênio, meus dois filhos testaram positivo e não tiveram nenhum sintoma, serio, zero!! Não nos faltou nada (só RAT test) e tudo esta passando… Essa é a noticia que eu tanto queria escrever aqui…. DEMORA, mas passa… Hoje to no 7 dia de isolamento, não sinto gosto e nem cheiro, e pequenas tarefas ainda me cansam mais do que o normal, mas to com esperanças renovadas que tá passando. Li que o paladar e olfato podem demorar até um mês para retornar, o que me deixa bem triste, mas to tentando focar naquilo que me deixa bem, escrever, conversar, fazer yoga, ficar com meus filhos, enfim, FAÇA AQUILO QUE TE FAZ SENTIR BEM.

Lockdown em Sydney!

Para a minha família e amigos brasileiros esse post parece do passado… Mas para nós aqui em Sydney foi surpresa voltarmos ao lockdown quando o mundo todo já assistiu esse capítulo da novela.

Sydney estava há mais de 6 meses com ZERO casos e de repente nos encontramos numa situação de mais de 600 casos Covid19 confirmados com apenas 9% da população vacinada. Pela primeira vez estamos “home schooling” nossas crianças, embora as escolas estejam abertas p aquelas crianças que não tem para onde ir, pois pais não podem trabalhar de casa.

Ainda enfrentamos uma situação diferenciada onde o povo australiano pode ESCOLHER o tipo de vacina que quer tomar, gerando um certo “atraso” na vacinação geral da população.

Ainda que podemos fazer exercício na rua com a nossa família, andar de bike, sair para caminhar na praia e aproveitar para fazer coisas demoradas que nunca fazíamos por falta de tempo… Incluindo as crianças, claro.. Confesso que esse 24/7 horas com as kids da uma enlouquecida na cabeça… Dá-lhe yoga para tentar manter a energia e a mente saudáveis…

Qual é a sua dica para manter a sanidade no lockdown?

Mudar de país com filhos!

Ir morar em outro país não é uma escolha fácil… Agora, imagine tomar essa decisão quando se tem uma família?

Recebo diariamente mensagens de casais, que possuem o sonho de morar fora, mas o medo os fazem recuar. Eu entendo, passei exatamente por todos os conflitos internos que vocês estão passando.

Não posso dizer para vocês que vai ser fácil, principalmente se vocês não falarem o idioma local, como era o nosso caso. Viemos sem inglês, e foi uma caminhada árdua até aqui.

Isso sem falar na saudade… saudades da família, dos amigos, de lugares e sabores que vocês amam e tem uma ligação forte.

Mas com o tempo, outros sabores e lugares vão ganhando um lugar especial no coração, e vocês começam a se sentir em casa novamente, e não tem nada melhor do que uma casa nova não é mesmo?

O que vocês NUNCA podem esquecer é que: Essa mudança/experiência não é só de vocês, é da criança também. Então, se importem para que ela tenha a atenção necessária durante esse processo de adaptação.

Morar fora pode ser a melhor escolha que vocês poderiam ter feito na vida, mas também pode ser a pior… isso só vai depender de vocês, do quanto vocês se organizaram para isso.

Então, pesquisem muito, tirem todas as dúvidas, principalmente com quem tem família e mora no país que você quer ir. Mas um detalhe: Pergunte para alguém que está, ou já esteve na mesma situação de visto que vcs estão indo.

Falo isso porque, nem todos os países funcionam da mesma forma para quem não tem visto de residente permanente. Por exemplo, aqui na Austrália a escola e a saúde pública não são de graça para os não-residentes, enquanto no Canadá sim!

Ou seja, não tente comparar a situação de quem está em uma condição onde ela vai ter direito a tudo, e você não. Isso pode causar muitas frustrações quando vc chegar no país. Inclusive, ser pego de surpresa com despesas financeiras, nas quais vocês não estavam preparados.

Quer vir fazer intercâmbio com filhos, aqui na Austrália 🇦🇺? Se tiver alguma dúvida me manda uma mensagem, ficarei feliz em te ajudar 😊.

O topo!

O topo!
O topo é o lugar onde você consegue enxergar um horizonte infinito de possibilidades…
Todo mundo quer chegar no topo, mas ninguém quer passar pelas dificuldades que vão aparecer até lá!
Para chegar no topo você precisou tomar muitas decisões de qual caminho seguir, e por muitas vezes, seguiu conselhos de outras pessoas que também já foram por essas mesmas trilhas.
Na subida da montanha passamos por várias etapas:
Logo no começo estamos super cheios de força de vontade, às vezes até temos pessoas caminhando com a gente, nos motivando…
Daí a caminhada vai ficando muito cansativa, enfrentamos muitos obstáculos. As pessoas que estavam conosco, nos dando força, provavelmente não estão mais… desistiram! E daí a gente começa a pensar se vale mesmo à pena tanto suor derramado, tanto tempo dedicado, e começa até a se questionar se não é melhor parar e voltar, já que a vida antes estava boa, apesar dos problemas.
Nessa hora é importante olhar para baixo e ver o quanto que você já subiu! Veja o tanto de gente que está descendo…
Agora olhe para cima, você está mais perto do que nunca! Olhe o tanto de gente que já está chegando lá. Se elas podem, você também pode.
Cansar faz parte, ir ao seu limite físico e emocional também… mas não se esqueça do seu objetivo, ele é seu, por isso só você sabe o valor dele para a sua vida! Faça uma parada estratégica, descanse… e volte a subir, vc vai chegar lá!
Hoje é Segunda-feira, começo de semana… dia de retomar a nossa caminhada. Vamos lá pessoal, rumo ao topo ⛰!


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Então é Natal, e o que você fez?

A Majestosa Opera House!

Hoje eu quero falar dela, a majestosa Opera House!

Conhecida como “A building that changed the image of an entire country” (A construção que mudou a imagem de um país inteiro), esse é definitivamente o lugar que quando os seus olhos vêem pela primeira vez, você para e diz: “Caramba… estou mesmo na Austrália 🇦🇺!”

Projetada em 1959, a obra demorou 20 anos para ser concluída. Fica situada na Baía de Sydney, de frente para a Harbour Bridge, outro ponto turístico famoso do país. O prédio possui cerca de mil divisões internas, que incluem seis grandes teatros, cinco estúdios para ensaios, dois auditórios, quatro restaurantes, seis bares e muitas lojas.

Os visitantes podem ir de carro e parar em um estacionamento pago (e caro), disponível 24h, os 7 dias da semana. Mas, você também pode chegar até o local de transporte público. O acesso a área externa é gratuito, mas para entrar no interior é preciso pagar… seja porque você vai assistir a um dos espetáculos, porque vai em algum dos restaurantes, ou porque você comprou o ticket para fazer uma visitação guiada.

As visitações guiadas custam entre $40 e $175 (Dólares Australianos). A de $40 é a visitação padrão, dura cerca de 30 minutos e é possível visitar algumas das estruturas internas do prédio. Entretanto a de $175 é mais detalhada, demora 2h, e os visitantes tem acesso inclusive as áreas restritas dos bastidores dos espetáculos.

Mas engana-se quem pensa que a Opera House é só coisa de adulto… Existem várias atividades voltadas para as crianças, de todas as idades. Essas atividades envolvem desde música, artes, pintura e dança. Tem também uma visitação guiada voltada exclusivamente para os pequenos seres humanos (kids 😛). Esse tour acontece no school holidays (férias escolares), dura em torno de 1 hora, e custa $22 por criança e $32 por adulto (É exigido que pelo menos 1 adulto acompanhe a criança no passeio).

Já quero fazer esse passeio com o meu pequeno! E você, se animou em fazer um tour pela Opera House? Me conta aqui nos comentários. Não esqueça de marcar aquele amigo que não pode deixar de ver esse post!

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Qual é a sua estação do ano preferida?

Como é lindo ver as estações do ano irem fazendo as suas transições de uma para a outra, e como é mágico viver cada uma delas 💜.

Cada uma com a sua beleza, coisas diferentes que podemos fazer, formas diferentes que podemos nos vestir, comer… sem falar na natureza! Meu Deus… que lindo que é ver as mudanças das árvores, das cores!

Há quem diga que prefere o verão, porque gosta do calor, de estar na praia ☀️, já outros preferem o frio do inverno ❄. Eu, já falei outras vezes… acho chique sentir frio 😂, do calor eu já vim 🌡🙆🏼‍♀️… hahahaha… Mas sim, é claro que não quero dizer que não gosto do verão, óbvio que eu gosto, o que eu não gosto é de ficar tostando no sol, igual frango frito 😂, mas isso é algo particular de cada um 🤗.

O que podemos concordar é que, tudo em seu extremo é ruim… calor demais é ruim, e frio demais também, por isso muitos curtem as estações como a Primavera e o Outono, que ficam ali no meio termo das temperaturas.

Mas e você, qual a sua estação preferida?

Me conta aqui nos comentários 👇🏻

Não vai ser fácil, coloque isso na sua cabeça!

Existe uma impressão muito errada, de que “Quem mora fora está rico”, ou que “Vive uma vida de turista”. Imigrar, tentar imigrar, fazer intercâmbio… seja lá em qual dessas fazes você está, mas nenhuma delas é fácil, e nem um mar de rosas. São desafios diários que você precisa vencer!

É a barreira da língua, a saudade da família, é de despir dos seus preconceitos e se tornar alguém mais humilde. É recomeçar do zero, é ter medo, é dar o seu máximo e chorar, chorar muito. Chorar não é sinônimo de fraqueza, é a válvula de escape que o seu pscicólogico vai precisar para não surtar, então chore, quantas vezes for preciso. Não tenha vergonha de pedir ajuda, seja para um trabalho ou apenas para desabafar.

Viver fora é desafiador, e se você se permitir se transformar de verdade, vai ser a melhor coisa que já poderia ter acontecido na sua vida! Ah, e NÃO, você não vai ficar rico de dinheiro, mas sim de paz de espírito… ah essa paz, isso nada paga!

Eu era uma pessoa super medrosa, e jamais me aventuraria a tentar viver em outro país, hoje vejo que apesar de TUDO o que já passamos, já valeu a pena!

O que eu diria para a Liane de 4 anos atrás, antes de embarcar nessa viajem? “Só vai!” 😂🇦🇺.

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Ser mãe é aprender a conviver com a saudade!


Hoje, como de costume, acordei bem cedo e fui chamar o meu filho para que ele fosse para a escola. Coloquei seu uniforme, preparei o café da manhã e enquanto ele comia eu organizava a sua bolsa, com os lanches e água. Quando cheguei na escola, pela primeira vez ele me deu um “tchau mãe” e foi correndo encontrar os amigos para brincar. Nem olhou para trás! Naquele momento o meu coração, que esperava que ele voltasse, ou que ficasse me olhando de longe, para ter a certeza de que eu ainda estava ali, ficou sem entender. Percebi que o meu bebê está crescendo, e não chora mais porque tem que ir para a escola e vai ter que ficar longe da mamãe. Ao chegar no carro, enquanto colocava o cinto de segurança, me passou um filme na cabeça, de todos os momentos vividos até hoje com a maternidade.
A gente sofre para se acostumar com os primeiros dias, aquela rotina diferente e cansativa, de se acordar várias vezes durante a noite, mas quando isso passa sentimos saudade. Nossos pequenos então começam a falar, a comer, e a ter preferências, e vão ficando cada vez menos dependentes de nós. Passamos o tempo todo aguardando esses momentos de independência, mas quando eles chegam o que sentimos é saudade, porque percebemos que a partir dali não somos mais o seu único mundo, e isso dói. Mas, precisamos compreender que não vamos tê-los para sempre “debaixo das nossas asas”, que chegará o dia em que olharemos para as suas camas e eles não estarão mais dormindo nelas, e também não estarão mais bagunçando a sala. Nossos filhos são criados para o mundo, e um dia eles vão viajar sem a gente, casar, morar em outra casa, ou outra cidade, e o que vai ficar são as memórias dos momentos em que os seus olhinhos só enchergavam a gente, das primeiras cartinhas e desenhos engraçados, retratando a família e o amor que eles tem por nós.
Ser mãe é aprender a conviver com a saudade, mas que essa saudade seja cheia de lembranças felizes, porque é ai que se fortalece o amor entre mãe e filho, que ultrapassa os limites do tempo, independente de onde eles estiverem.