Morar fora é como sofrer uma metamorfose!

Depois de morar fora você nunca mais será a mesma pessoa. É muito comum você ter aquele choque de realidade quando se inicia uma vida fora do seu país. Daí vem as famosas crises existenciais:
O que eu tô fazendo com a minha vida?
Eu não preciso passar por isso!
Quero a minha vida de volta!

Deixa eu te contar, você precisa passar por isso, SIM! Toda transformação exige um sacrifício. Mas depois de um tempo, vivendo em um mundo onde você é o que você faz e representa, e não o que você tem, nada mais será como antes.
Então chega a hora de voltar, seja para uma visita ou definitivamenfe… É bom que você saiba: Você vai perceber, logo nos primeiros dias, que aquela “vida” que você tinha quando saiu não é mais a vida que você quer ter daqui para a frente. Seja pela sua carreira profissional, seja pela importância que você dava para coisas supérfulas, ou seja pela forma como você se relacionava com a sua família e amigos… com certeza você se tornou alguém diferente.

Fazer intercâmbio é literalmente sofrer uma metamorfose. É uma experiência que te faz se despir de todos os preconceitos que você carregava, que faz você resignificar o sentido da sua vida.

Com amor, Liane Peixoto.

Despedidas e Saudade!

Vamos falar de despedidas e saudade… Quando alguém pensa em vir fazer um intercâmbio, ou imigrar para a Austrália, um sentimento muito presente é o da saudade, mas o que doe mesmo são as despedidas, ou a falta de oportunidade de se despedir.

Aquele abraço de até logo no aeroporto é muito doloroso, porque você sabe que esse até logo pode demorar meses ou até anos, muitos anos… e isso machuca muito. Dói muito também dar tchau para os amigos que fazemos aqui, e que se tornam nossos irmãos. Eles tem que partir, ou porque o visto deles venceu, por razões pessoais ou financeiras, precisam voltar para casa, ou mudar de cidade… de país… como dói!

Outra situação que não estamos preparados é para perder pessoas que amamos enquanto estamos aqui. Por estarmos literalmente do outro lado do mundo, às vezes fica impossível de ir dar o último adeus. Um dos fatores é a distância, em média a viajem entre Brasil e Austrália dura 2 dias, mas isso pode demorar mais, dependendo do trajeto que você escolheu. Outro fator é o valor da passagem, que é muito cara (tanto para ir, quanto para voltar), e dependendo da sua situação aqui você não vai conseguir pagar. A situação do seu visto também pode ser um impecílio para essa viajem, por exemplo se você estiver no brinding visa, você não pode sair do país.

Aconteceu comigo, mas conheço pessoas próximas que também receberam a triste notícia de que pessoas amadas faleceram como o pai, a irmã, a avó, a prima, o tio, e elas não conseguiram ir para o Brasil para se despedirem. Receberam o apoio aqui dos amigos, que se tornaram sua família deste lado do mundo.

É meus amigos, embarcar nessa aventura que é a Austrália é, sem dúvidas, algo ímpar e maravilhoso, porém temos que estar preparados, ou não, para conviver com todas as consequências que a distância desse paraíso pode nos causar, inclusive a saudade.

Com carinho, Liane Peixoto.

O dia em que a bola parou!

Meus pais sempre incentivaram eu e minha irmã a praticar esportes e fazer atividades física. O exercício físico faz parte da minha vida, de tal forma que se eu passar alguns dias sem praticá-los, meu humor é afetado; fico impaciente, emotiva e inquieta. Desde que nos mudamos para Austrália, há 4 anos atrás, minha paixão tem sido o vôlei de praia. É na praia, no clube de vôlei onde nós encontramos nossos melhores e verdadeiros amigos aqui em Sydney. É interessante como a paixão pelo esporte é capaz de unir pessoas tão diferentes, dos mais diversos lugares do mundo, mas com um objetivo em comum.

Todos os finais de semana a praia é o nosso ponto de encontro, no momento que eu sinto a bola nas minhas mãos é quando o meu corpo todo vibra internamente, sinto o sol quente na pele, respiro o ar puro perante a beleza do mar, converso e teoco ideias com as pessoas que admiro, é ali que eu me encontro, renovo minhas energias e fico pronta para a próxima. É como se fosse uma terapia, um relaxamento ou uma meditação… Jogar tem um poder incrível sobre mim, me sinto completa, realizada. Os torneios e competições me trouxeram foco, determinação e auto-conhecimento, de modo que me tornei dependente desse esporte. Meu marido diz que quando não jogo fico muito chata e reativa. E o pior é que acho que ele tem razão… Do ponto de vista neurocientífico, quem a gente é, depende de onde a gente esteve, do que a gente pensa e do que a gente faz. Por uma questão evolutiva, nosso cérebro é capaz nos colocar no caminho para conseguir certas coisas que ele considera positivas e assim ele nos recompensa liberando dopamina numa região cerebral chamada mesolímbica cuja a sensação é de prazer intenso. De tal forma que queremos repetir esses comportamentos agradáveis inúmeras vezes.

Desde o mês passado o nosso clube de vôlei de praia está fechado por conta do COVID-19, sem data para retornar, devido a determinação do primeiro ministro aqui da Austrália que diz que não poderá haver reunião de mais de duas pessoas e uma distância social de 2 metros deve ser mantida entre as mesmas. Já são mais de 4 semanas sem jogar e sem ver as pessoas que se tornaram a nossa família aqui no exterior. O isolamento social dessa quarentena tem me mostrado o quanto dependemos uns dos outros afetivamente e o quanto era fundamental a ativação do meu sistema de recompensa cerebral, o qual mantinha a minha região do prazer sendo ativada de forma constante toda vez que eu ia jogar na praia. O fato de morar fora do Brasil, longe da nossa família, já faz uma diferença emocional enorme, uma vez que os nossos filhos crescem sem a presença física dos avós, tios e primos. Agora, temos q nos isolar também da nossa família do exterior e lidar sozinhos com as nossas mais variadas e profundas emoções. Talvez o meu vício não fosse apenas o jogo em si, mas sim o relacionamento com as pessoas, pois sinto saudades das risadas, das conversas, das jantas e piqueniques e da amigoterapia que fazíamos uns com os outros. O prazer de jogar talvez seja consequência de uma união de elementos, porque agora, na ausência deles, mesmo podendo praticar sozinha na mesma praia, não tem a menor graça, nem faz sentido…
Se for verdade que ser feliz e auto suficiente sozinha é fácil, eu terei que evoluir muito nessa vida para me despir dessas “amarras” emocionais do convívio social, pois a mais grandiosa e prazerosa emoção é o amor entre as pessoas.

#jornadadaescritaafetuosa

Tudo sobre fazer intercambio com filhos na Austrália!

Quer saber quanto custa fazer um intercambio na Austrália com filhos? Nesse vídeo a gente fala sobre os preços de escolas de criança na Austrália, como funciona o sistema de saúde e também a rotina de brasileiras que moram na Austrália com filhos.

O Vamos Fugir é um blog e um canal feito por um casal apaixonado por viagens! Nós compartilhamos muita informação sobre intercâmbio e vida na Austrália, onde moramos desde 2016. Aqui no nosso canal você vai ver dicas para realizar o seu sonho de morar na Austrália, informações sobre valores e custo de vida, como arrumar emprego, qual o tipo de visto, moradia, escolas de inglês e até mesmo entrevistas com especialistas sobre como imigrar para a Austrália.

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Como é a adaptação em outro país?

Como é a adaptação em outro país? A palavra já diz: adaptação, resultado da ação de se adaptar. Integração de uma pessoa ao ambiente onde se encontra (Dicio, 2019). Mas enfim, como é esse processo?

Primeiro você precisa ter a mente muito aberta para entender que esse é um processo de transformação, principalmente interno, de se desprender de todos os preconceitos que foram criados até então, de estar aberto à conhecer a nova cultura (isso inclui respeitar as pessoas, obedecer as regras/leis, aceitar como as coisas funcionam).

É normal que você faça comparações com o Brasil, afinal de contas, maior parte da sua vida você viveu lá, e o que você viveu é o que era “normal” (não estou falando da violência, isso é sem argumentos). No começo você vai sentir muitas saudades, da família, dos amigos, de lugares e sabores que você ama e tem uma ligação forte. Mas com o tempo, outros sabores e lugares vão ganhando o seu coração e você passa a se sentir em casa novamente, e não tem nada melhor do que uma casa nova não é mesmo?

A barreira da língua é uma das maiores à serem superadas, sem ela você se sente impotente, por não conseguir se comunicar, mas isso é questão de tempo, e só depende de você o tempo que isso vai durar! Cada um vai sentir essa experiência de uma forma, cada um vem em uma situação diferente, mesmo que no mesmo visto 😜. Outro dia estava caminhando e algumas pessoas passaram por mim de bicicleta, outras de skate, e eu pensei: O meu objetivo é chegar naquelas árvores e eu vou demorar 1 hora porque estou caminhando. Isso vai demorar mais do que para aqueles que passaram por mim de bicicleta e de skate, eles vão chegar primeiro, mas isso não quer dizer que eu não vou chegar, mesmo que fique muito mais cansada do que eles.

E assim é a nossa vida em outro país, alguns vem de bicicleta, outros de skate, outros a pé. Todos podem chegar, uns mais rápido do que outros, mas todos podem chegar. Os que vem de bicicleta são os que aplicam o Permanent Residency (PR) direto do Brasil 🤣, os de skate são os que já tem inglês, a profissão na lista, e conseguiram um sponsor que vai dar o PR daqui a poucos anos 👌🏻, os que estão a pé são os que vieram sem inglês e que tem um longo e cansativo caminho pela frente. Ou seja, mente aberta, foco e não se compare a ninguém!